Gases de efeito estufa batem recorde em 2025, aponta relatório da OMM
Segundo a Organização Meteorológica Mundial, CO₂, metano e óxido nitroso atingiram máximas históricas na atmosfera. A entidade prevê nova alta do CO₂ em 2026.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Resumo rápido
- A OMM informou que a concentração de gases de efeito estufa atingiu níveis recordes em 2025.
- O CO₂ chegou a 426,8 partes por milhão; metano e óxido nitroso também tiveram máximas históricas.
- A OMM prevê que o CO₂ continuará aumentando em 2026.
- O relatório foi divulgado na terça-feira (27), segundo o Olhar Digital.
A concentração de gases de efeito estufa na atmosfera chegou a níveis recordes em 2025, de acordo com relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgado na terça-feira (27). O documento indica que o acúmulo dessas substâncias aumenta a retenção de calor no planeta e contribui para o aquecimento global.
O dióxido de carbono (CO₂), principal gás associado às mudanças climáticas, alcançou 426,8 partes por milhão. Segundo o relatório, o metano e o óxido nitroso também registraram os maiores valores já medidos. A OMM prevê que a concentração de CO₂ continuará subindo ao longo de 2026.
O que significam esses números
A unidade "partes por milhão" funciona como uma proporção: indica quantas moléculas de determinado gás existem em cada milhão de moléculas de ar. Assim, o valor de 426,8 mostra que o CO₂ é uma fração muito pequena da atmosfera, mas, mesmo em quantidade reduzida, ele tem efeito importante sobre o clima.
Isso acontece por causa do chamado efeito estufa. Alguns gases presentes no ar retêm parte do calor que a Terra emite, o que ajuda a manter a temperatura do planeta em níveis compatíveis com a vida. O problema, segundo o que o relatório aponta, é o acúmulo crescente: quanto mais gases desse tipo, maior a retenção de calor e mais intenso o aquecimento.
O CO₂, o metano e o óxido nitroso são três dos principais gases de efeito estufa monitorados por cientistas. A OMM é a agência das Nações Unidas dedicada a temas de tempo, clima e água, e costuma divulgar balanços periódicos sobre esse tipo de medição.
O que o resumo não detalha
O trecho publicado pelo Olhar Digital, em newsletter para assinantes, não informa em quanto os gases aumentaram em relação ao ano anterior, nem traz os valores exatos de metano e óxido nitroso. Também não explica as causas do avanço nem como a concentração se distribui entre regiões. Por isso, os números disponíveis servem como retrato geral, e não como análise completa do relatório.
Vale destacar ainda que a previsão de alta do CO₂ em 2026 é uma projeção da própria OMM, e não um resultado já medido.
A mesma edição do resumo trouxe outros assuntos de tecnologia. A OpenAI, responsável pelo ChatGPT, planeja comprar chips de inteligência artificial do Google, segundo o site The Information. A Anthropic, criadora do Claude, apresentou documentos para abrir capital nos Estados Unidos, e o prospecto aponta crescimento rápido, custos elevados e riscos que vão de ataques cibernéticos a falhas nas proteções dos modelos.
Houve ainda um caso de segurança digital: um grupo criminoso brasileiro instalou código malicioso na plataforma de comércio eletrônico Convertr, usada por dezenas de marcas de moda. Desde 24 de outubro, o programa capturava dados de cartões de crédito e CPFs de consumidores durante compras online.
Perguntas frequentes
O que quer dizer 426,8 partes por milhão de CO₂?
É a proporção do gás no ar: cerca de 426,8 moléculas de CO₂ para cada milhão de moléculas de ar, de acordo com o valor divulgado pela OMM.
A alta do CO₂ em 2026 já foi medida?
Não. Segundo as fontes, trata-se de uma previsão da OMM de que a concentração continuará aumentando em 2026.
Fontes
Olhar DigitalComentários
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