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Alta do dólar pode pressionar preços de carros no Brasil, avaliam consultores

Após o segundo turno, o dólar fechou a R$ 5,40. Consultores estimam o impacto sobre nacionais e importados; importadoras dizem que não há mudança de preços por ora.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Alta do dólar pode pressionar preços de carros no Brasil, avaliam consultores
Foto ilustrativa · Foto: Crosby Hinze / Unsplash · Fotos do Unsplash

Resumo rápido

  • O dólar comercial fechou a R$ 5,40 na segunda-feira (26), alta de 8,21% sobre a sexta-feira (23).
  • Consultores estimam que uma alta sustentada de 10% do dólar pressione os carros nacionais em pelo menos 3,33% e os importados em pelo menos 5%.
  • Importadoras afirmam que a cotação atual não justifica mudanças na política de preços.
  • Um consultor considera prematuro prever reajustes imediatos e espera recuperação parcial do câmbio.

A alta do dólar registrada após o segundo turno das eleições presidenciais pode encarecer os carros vendidos no Brasil nos próximos meses, principalmente os importados, segundo reportagem do UOL. O cenário de incerteza no mercado foi associado ao resultado da votação, com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que contrariou expectativas de parte do mercado financeiro, e à recusa inicial de Flávio Bolsonaro (PL) em reconhecer o resultado das urnas.

O que aconteceu com o câmbio

Na segunda-feira (26), primeiro pregão depois do segundo turno, o dólar comercial fechou cotado a R$ 5,40. A alta foi de 8,21% em relação ao fechamento de sexta-feira (23). Ao longo do dia, a moeda americana chegou a passar de R$ 5,60, mas perdeu força antes do fim das negociações.

O efeito sobre os preços, no entanto, depende de quanto tempo o dólar permanecerá valorizado. Especialistas ouvidos pela reportagem alertam para o risco de reajustes, enquanto as importadoras afirmam que a cotação atual ainda não justifica mudanças na política de preços.

Impacto em nacionais e importados

A preocupação não se limita aos modelos trazidos de fora. Mesmo os carros fabricados no país usam componentes, matérias-primas e tecnologias comprados no exterior, e esses custos acompanham o câmbio. O consultor automotivo Milad Kalume estima que cerca de um terço do custo de um veículo nacional esteja exposto à variação do dólar, num cálculo que ele próprio classifica como otimista.

Com base nisso, ele calcula que uma valorização de 10% do dólar, mantida no médio e no longo prazo, representaria pressão de pelo menos 3,33% sobre o preço de um carro produzido no Brasil. Em um modelo de R$ 150 mil, seriam cerca de R$ 4,5 mil a mais, se todo o aumento de custo fosse repassado ao consumidor.

Nos importados, segundo Kalume, a variação cambial incide diretamente sobre o valor do veículo no país de origem, e o custo de importação e os impostos também sofrem influência do câmbio. Para uma alta sustentada de 10% do dólar, ele projeta aumento de ao menos 5% no preço final, dependendo da estrutura de custos e da estratégia de cada fabricante. Num carro importado de R$ 200 mil, a diferença seria de pelo menos R$ 10 mil. A pressão atinge importados de todas as origens, inclusive os chineses.

Kits CKD e SKD e a cautela dos analistas

Para os veículos montados no Brasil, o impacto varia conforme a participação de peças estrangeiras. O consultor Cássio Pagliarini avalia que, nos modelos montados com kits importados nos formatos CKD e SKD (conjuntos de peças enviados de fora para montagem local), o efeito pode equivaler a cerca de metade do observado nos importados já montados.

Pagliarini considera prematuro dizer que a disparada do dólar levará a reajustes imediatos. Ele afirma que é preciso aguardar os próximos dias e prevê que tanto a queda da bolsa quanto a alta do dólar tenham recuperação parcial depois do impacto do primeiro dia.

O trecho final da reportagem, que trata da possibilidade de reajustes, não estava completo no material disponível. Também não há, nas informações apuradas, anúncio de aumento de preços por montadoras ou importadoras até o momento.

Perguntas frequentes

Os preços dos carros já subiram por causa do dólar?

Segundo a reportagem, as importadoras afirmam que a cotação atual ainda não justifica mudança na política de preços, e não há anúncio de reajuste citado.

Quanto um carro pode ficar mais caro se o dólar subir 10% de forma sustentada?

Pela estimativa do consultor Milad Kalume, ao menos 3,33% para um carro nacional e ao menos 5% para um importado, caso o custo seja repassado ao consumidor.

Fontes

UOL

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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