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Artigo na Folha questiona se o Nobel retrata a ciência feita no mundo

Em texto de opinião, professora da UFRGS aponta desigualdades de gênero, raça e origem geográfica entre os laureados e critica regras do modelo de premiação.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Artigo na Folha questiona se o Nobel retrata a ciência feita no mundo
Foto: Osama Shukir Muhammed Amin FRCP(Glasg) / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Resumo rápido

  • Artigo de Rossana Soletti, professora da UFRGS, questiona se o Nobel retrata a ciência mundial.
  • Segundo ela, entre 1901 e 2026 foram 1.036 laureados e mulheres receberam o prêmio 70 vezes.
  • A autora cita concentração de premiados em instituições europeias e norte-americanas.
  • O texto é uma análise de opinião, não um estudo científico, e critica regras como o limite de três premiados.

Um artigo de opinião publicado pela Folha em 28 de outubro de 2026 levanta uma pergunta simples: o Prêmio Nobel retrata de fato a ciência produzida no mundo? O texto é assinado por Rossana Soletti, doutora em ciências morfológicas e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e aparece sob a identificação do Instituto Serrapilheira. Trata-se de uma análise da autora, e não de um estudo científico com metodologia própria.

Como nasceu o prêmio

O artigo começa lembrando quem foi Alfred Nobel: um engenheiro químico sueco, que também gostava de literatura e de física. Em 1867, ele patenteou a dinamite, que permitiu usar com mais segurança a nitroglicerina, substância potente e instável. Segundo a autora, o sucesso da invenção rendeu a ele fábricas e laboratórios em mais de 20 países e recursos para financiar pesquisas em diferentes áreas.

Antes de morrer, ele reservou 94% da fortuna para criar uma fundação destinada a premiar contribuições notáveis à humanidade em física, química, fisiologia ou medicina, literatura e paz. De acordo com o texto, entre 1901 e 2026 foram laureadas 1.036 pessoas e organizações, somando as cinco categorias originais e o prêmio de economia, que existe desde 1969.

As desigualdades apontadas

Para a autora, a premiação expõe desigualdades persistentes na produção e no reconhecimento da ciência. A mais evidente seria a presença reduzida de mulheres: elas receberam a honraria 70 vezes. Soletti afirma que a restrição histórica à educação ajuda a entender o quadro, principalmente nas ciências, mas não explica por que ele continua. Entre 2017 e 2026, segundo o artigo, apenas 9 dos 78 laureados nas áreas científicas eram mulheres. Neste ano, os três prêmios científicos foram para seis homens.

Outro ponto citado é a concentração de premiados ligados a instituições da Europa e da América do Norte. A autora relaciona a baixa presença do Sul global ao colonialismo, à distribuição desigual de recursos e às dificuldades de acesso a redes internacionais de prestígio. Ela também observa que nenhum cientista negro recebeu o Nobel de Física, Química ou Medicina.

O artigo menciona ainda críticas ao formato do prêmio. Uma delas é a regra que limita a três o número de pessoas que dividem a honraria, embora a pesquisa atual seja feita com frequência por grandes equipes e redes de colaboração. Outra é que temas que exigem conhecimentos de várias áreas, como mudanças climáticas, ecologia, geociências e biodiversidade, podem ter dificuldade para se encaixar nas categorias existentes.

O que o texto não esclarece

Segundo Soletti, as críticas vão além de possíveis vieses individuais dos comitês, cujos processos de seleção são em grande parte sigilosos. Ela diz que o questionamento se dirige a um modelo criado em um contexto histórico específico, que pode reproduzir desigualdades de gênero, raça e origem geográfica e privilegiar certas formas de produzir conhecimento.

O trecho disponível do artigo termina antes da conclusão e não detalha propostas de mudança. Também não apresenta resposta da fundação responsável pelo prêmio às críticas. Os números citados são os que a autora apresenta no texto, e as interpretações sobre suas causas são dela.

Perguntas frequentes

Quantas vezes mulheres receberam o Nobel, segundo o artigo?

De acordo com o texto, as honrarias foram concedidas a mulheres 70 vezes entre 1901 e 2026, num total de 1.036 pessoas e organizações laureadas.

O artigo é uma pesquisa científica?

Não. É um texto de opinião assinado por uma professora da UFRGS, que reúne dados e interpretações da própria autora.

Fontes

Folha

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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