Comissão da Câmara aprova convite para Roberta Luchsinger falar sobre ameaças
Colegiado quer ouvir a lobista sobre supostas ameaças e investigações que envolvem Lulinha. Também foi aprovado convite ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, sobre o caso Master.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil

Resumo rápido
- A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou convite para ouvir a lobista Roberta Luchsinger sobre ameaças que diz sofrer e sobre investigações que envolvem Lulinha.
- O convite não é obrigatório, e a defesa dela não confirmou, até a publicação da Folha, se ela comparecerá.
- Luchsinger e Lulinha são alvos de três inquéritos no STF, segundo a Folha; as defesas negam irregularidades.
- O colegiado também aprovou convite ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para falar sobre o caso Banco Master.
A Comissão de Segurança Pública e Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (27), um convite para que a lobista Roberta Luchsinger preste esclarecimentos ao colegiado. O objetivo é ouvi-la sobre ameaças de morte, coação, intimidação e tentativas de silenciamento que ela afirma sofrer, além das investigações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).
De acordo com a Folha, o convite foi aprovado de forma simbólica, modalidade em que não há contagem nominal de votos, em uma sessão que durou menos de 15 minutos. Por se tratar de convite, a presença não é obrigatória. Segundo o Poder360, se Roberta aceitar a data, o depoimento será agendado na Câmara. A Folha procurou a lobista e o advogado dela, Roberto Podval, por mensagem, e não obteve confirmação sobre o comparecimento até a publicação.
O que motivou o requerimento
O pedido foi apresentado por Sanderson (PL-RS), parlamentar da oposição, descrito pelo Poder360 como senador eleito e pela Folha como deputado. No documento, ele argumenta que a gravidade das afirmações exige esclarecimentos sobre as circunstâncias dos fatos, a natureza das ameaças, a eventual identificação dos autores, as medidas de proteção adotadas e a existência de registros ou comunicações que possam ajudar as autoridades.
O requerimento foi motivado por uma entrevista dada por Roberta à CNN Brasil em 17 de outubro. Na ocasião, ela disse sentir-se coagida por causa de críticas públicas ao presidente Lula e afirmou querer colaborar com a Justiça. Segundo a Folha, ela também declarou que pretende firmar um acordo de delação premiada para não responder sozinha pelos atos investigados e que não poupará ninguém, incluindo o presidente e o filho dele.
Sanderson também sustenta que a lobista pode detalhar investigações sobre o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e sobre Lulinha. O Poder360 acrescenta que o colegiado quer informações sobre encontros sociais relatados por ela com integrantes do governo.
Inquéritos e delação
Conforme a Folha, Roberta e Lulinha são alvos de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), sob suspeita de corrupção e tráfico de influência. A Polícia Federal apura, entre outros pontos, a hipótese de que os dois mantiveram uma sociedade oculta em negócios. As defesas negam irregularidades. Os inquéritos foram abertos a partir de elementos obtidos em buscas e quebras de sigilo da Operação Sem Desconto, que trata de fraudes no INSS.
A Folha explica que uma delação precisa despertar interesse das autoridades para ser confirmada. Para obter benefícios em eventual condenação, a lobista teria de confessar crimes e entregar à Polícia Federal e/ou ao Ministério Público Federal informações acompanhadas de provas. As equipes responsáveis, segundo o jornal, costumam exigir dados inéditos, que não tenham sido alcançados de forma independente.
A comissão aprovou ainda um convite ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para falar sobre as investigações do Banco Master e de seu controlador, Daniel Vorcaro, segundo o Poder360. O requerimento é assinado pelos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Cabo Gilberto Silva (PL-PB).
As fontes não informam se Roberta Luchsinger aceitará o convite nem qual seria a data do eventual depoimento. Também não detalham quem seriam os autores das ameaças alegadas, e não há confirmação de que a delação será formalizada.
Perguntas frequentes
Roberta Luchsinger é obrigada a comparecer à Câmara?
Não. Por se tratar de um convite, a presença não é obrigatória. Se ela aceitar a data, o depoimento será agendado, segundo o Poder360.
O que motivou o convite à lobista?
O pedido foi motivado por uma entrevista dada por ela à CNN Brasil em 17 de outubro, na qual disse sentir-se coagida e afirmou querer colaborar com a Justiça.
Fontes
Poder360FolhaMetrópolesComentários
Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.


