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Matemático brasileiro relata viagem a universidades chinesas e ao berço da escrita

Em texto na Folha, Marcelo Viana, do Impa, descreve trem-bala, sítios históricos de Henan e uma palestra em universidade que busca se destacar em pesquisa.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Matemático brasileiro relata viagem a universidades chinesas e ao berço da escrita
Foto: そらみみ / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Resumo rápido

  • Marcelo Viana, diretor-geral do Impa, relatou na Folha uma viagem às províncias chinesas de Hebei e Henan.
  • Ele foi de trem-bala de Shijiazhuang a Xinxiang em cerca de 90 minutos e viu outro trem passar a mais de 300 km/h.
  • O texto cita a história de Henan, com a escrita chinesa mais antiga conhecida, encontrada em Anyang.
  • Viana deu palestra sobre matemática e sociedade na Universidade Normal de Henan, onde parte dos alunos parecia temer o inglês.
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O matemático Marcelo Viana, diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e vencedor do Prêmio Louis D., do Institut de France, publicou na Folha um relato de viagem à China. O texto, veiculado na edição impressa de 3 de novembro de 2026, não trata de um estudo científico, mas de impressões pessoais do autor sobre deslocamentos, história e vida universitária no país.

Viana conta que partiu de Shijiazhuang, capital da província de Hebei, em um trem-bala às 10h15. Cerca de 90 minutos depois, desembarcou em Xinxiang, uma das principais cidades da província vizinha de Henan. Na plataforma, outro trem-bala passou pelo trilho ao lado sem reduzir a marcha, a mais de 300 km/h, e sumiu de vista antes que ele pudesse pegar o celular para filmar. Segundo o autor, a cena é marcante para quem vê, mas comum na China atual.

Henan e a história da civilização chinesa

O autor descreve Henan como uma província com mais de 100 milhões de habitantes, cortada ao norte pelo rio Amarelo e frequentemente chamada de berço da civilização chinesa. Segundo o texto, há vestígios de ocupação humana na região que remontam a 7000 a.C., e é provável que o primeiro estado chinês, com estrutura política bastante organizada, tenha surgido ali entre 1900 a.C. e 1500 a.C.

No sítio arqueológico de Anyang, datado de 1600 a.C. a 1000 a.C., foram encontradas as formas mais antigas conhecidas da escrita chinesa, que já apareciam plenamente desenvolvidas. Viana ressalta, porém, que os historiadores concordam que a civilização chinesa teve vários berços, e não apenas um.

Na entrada do campus da Universidade Normal de Henan, em Xinxiang, há uma estátua de Mao Zedong com mais de oito metros, de braço direito erguido. Segundo o autor, a figura procura apontar o futuro. Viana diz duvidar que Mao tivesse previsto a China de hoje e se pergunta se ele aprovaria o desdobramento da revolução da qual participou.

Universidades normais e a palestra na Escola de Matemática

O matemático explica que a China tem mais de cinquenta universidades chamadas normais, antigas escolas de formação de professores que ampliaram os cursos oferecidos. Ele cita a Normal de Hebei, que visitou na semana anterior: tem 124 anos, é mais antiga do que qualquer universidade brasileira e busca integrar a elite nacional de pesquisa em áreas como matemática e inteligência artificial. A maior parte dessas instituições é administrada pela província, mas há também gestão nacional, municipal e mista.

Na tarde da chegada, Viana deu uma palestra na Escola de Matemática da universidade de Xinxiang. Na entrada do prédio, havia um cartaz em caracteres chineses no qual ele só conseguia ler o próprio nome. Um colega explicou que era uma mensagem de boas-vindas.

A apresentação tratou da relação entre matemática e sociedade: o valor social do conhecimento matemático, seu impacto no desenvolvimento de um país e o papel das universidades em difundir esse saber e formar profissionais capazes de aplicá-lo em problemas coletivos.

O auditório estava cheio, mas, no início, muitos estudantes pareciam mais atentos aos celulares do que ao telão. Viana relata que foi entendendo o motivo aos poucos: os alunos estariam inseguros quanto à capacidade de acompanhar o inglês dele. O trecho da fonte que continua a explicação está cortado, de modo que não é possível relatar como a palestra terminou.

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Perguntas frequentes

Trata-se de uma descoberta científica?

Não. O material é um relato pessoal de viagem escrito por um matemático, com observações sobre história, universidades e uma palestra, sem apresentar resultados de pesquisa.

O que são as universidades normais chinesas?

Segundo o texto, são antigas escolas de formação de professores que ampliaram a oferta de cursos. A China tem mais de cinquenta, geridas em sua maioria pelas províncias.

Fontes

Folha

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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