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Binance retoma saques após ataque hacker recorde de mais de US$ 6 bilhões

Corretora reabre retiradas em etapas e diz que não repassará perdas aos clientes. FBI atribui o ataque a hackers ligados à Coreia do Norte.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Binance retoma saques após ataque hacker recorde de mais de US$ 6 bilhões
Foto ilustrativa · Foto: Kanchanara / Unsplash · Fotos do Unsplash

Resumo rápido

  • A Binance começou a retomar saques neste domingo (1º), em etapas, após mais de dois dias de suspensão.
  • O roubo foi de US$ 6,3 bilhões (R$ 34,2 bilhões), segundo a Folha; o InfoMoney fala em mais de US$ 6 bilhões.
  • A empresa diz que não repassará perdas aos clientes e já repôs entre 90% e 95% do valor, conforme a fonte.
  • O FBI atribuiu o ataque ao grupo TraderTraitor, ligado à Coreia do Norte.
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A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, começou a liberar saques de clientes neste domingo (1º). As retiradas ficaram suspensas por mais de dois dias, depois de um ataque hacker descrito como o maior roubo de criptoativos já registrado. A Folha, em texto do Financial Times, informa que o valor levado foi de US$ 6,3 bilhões (R$ 34,2 bilhões). O InfoMoney, que cita a Bloomberg como origem das imagens, fala em tentativa de retirada de mais de US$ 6 bilhões.

Segundo a Folha, o ataque ocorreu na noite de quinta-feira (29), e a empresa interrompeu as retiradas para corrigir a plataforma e investigar a invasão. A retomada é gradual. De acordo com o InfoMoney, a primeira fase inclui 15 tokens, entre eles o Ether e as duas maiores stablecoins, USDT e USDC. Stablecoins são criptomoedas criadas para acompanhar o valor de uma moeda tradicional, como o dólar. Os saques em 12 redes de blockchain, entre elas Ethereum, BNB Smart Chain, XRP e Base, voltaram por volta das 19h30, no horário de Cingapura. A Folha descreve a fase inicial com foco em ether, USDT e USDC na rede Ethereum e em algumas moedas da BNB Smart Chain. A ordem seguiu a demanda dos usuários na semana anterior.

O que muda na prática para o cliente

A Binance afirma que os clientes não arcarão com o prejuízo. Segundo a empresa, as perdas não serão repassadas aos usuários e serão cobertas com recursos próprios: tesouro corporativo, fundos de emergência e fundos de seguro. O percentual já reposto varia conforme a fonte. Em 31 de outubro, a empresa falou em cerca de 90%, segundo InfoMoney, UOL e Folha. No domingo, a Folha informou que o total reunido chegou a 95%. A empresa diz que compra no mercado os tokens dos 5% restantes, que têm menor liquidez, ou seja, são mais difíceis de adquirir em grande volume sem afetar o preço.

Quem usa a plataforma pode enfrentar atrasos temporários ou prazos de processamento maiores por causa do volume de tráfego, conforme a empresa. As fontes não detalham como será feito o ressarcimento individual nem trazem orientações específicas para clientes no Brasil. Também não informam um calendário para liberar todos os ativos e redes ainda suspensos.

O impacto no mercado parece limitado, segundo o InfoMoney. A maioria das principais criptomoedas variou menos de 1% no domingo. O Bitcoin, que responde por cerca de 60% do valor de mercado do setor, era negociado perto de US$ 78 mil, cerca de 5% abaixo da máxima de quinta-feira, antes do ataque. Haseeb Qureshi, sócio-gerente do fundo de venture capital Dragonfly, disse que a reação indica amadurecimento do setor, com respostas muito rápidas.

O que ainda não está esclarecido

No sábado (31), o FBI atribuiu o ataque ao TraderTraitor, unidade de hackers ligada à Coreia do Norte. O mesmo grupo foi apontado pela agência no furto de cerca de US$ 1,5 bilhão da corretora Bybit, em 2025. O FBI disse esperar que os recursos sejam convertidos e lavados ainda mais.

A Binance investiga o caso com autoridades policiais e empresas de análise de blockchain e promete divulgar um relatório. A apuração inicial indicou que o notebook de um engenheiro havia sido comprometido, mas a empresa disse depois ter encontrado outros pontos de invasão. O custo final ainda é incerto: cerca de US$ 3 bilhões em ativos afetados foram congelados até sexta-feira, o que não significa recuperação. O co-CEO Richard Teng afirmou que a infraestrutura está sendo reconstruída e testada de novo, com revisão completa de segurança. A empresa também disse que retomar os saques é um marco, mas que o trabalho continua.

Segundo o InfoMoney, a série de ataques contra empresas do setor neste ano aumentou a preocupação de que a inteligência artificial esteja tornando os hackers mais eficientes. Alguns especialistas em segurança acreditam que hackers norte-coreanos usam essas ferramentas, sobretudo em reconhecimento e engenharia social.

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Perguntas frequentes

Os clientes da Binance vão arcar com o prejuízo do ataque?

Segundo a Binance, não. A empresa afirma que assumirá o impacto financeiro e não repassará as perdas aos usuários, usando recursos próprios e fundos de emergência e de seguro.

Todos os saques já foram liberados?

Não. A retomada é gradual, começando por 15 tokens, segundo o InfoMoney, e priorizada pela demanda dos usuários. A empresa alerta para possíveis atrasos.

Fontes

InfoMoneyFolhaExameg1

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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