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Binance retoma saques após roubo de US$ 6,3 bilhões e repõe 95% dos ativos

Corretora liberou bitcoin, ether e algumas stablecoins neste domingo (1º). O FBI atribui o ataque a um grupo ligado à Coreia do Norte, e Donald Trump disse não ter certeza.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Binance retoma saques após roubo de US$ 6,3 bilhões e repõe 95% dos ativos
Foto: Bretwa / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Resumo rápido

  • A Binance retomou neste domingo (1º) os saques de bitcoin, ether e algumas stablecoins, com liberação gradual de outras moedas.
  • A corretora diz ter reposto cerca de 95% dos US$ 6,3 bilhões roubados, usando recursos próprios para comprar tokens substitutos.
  • O FBI atribui o ataque ao grupo TraderTraitor, ligado à Coreia do Norte; Trump disse não ter certeza sobre o envolvimento do país.
  • A maior parte dos fundos foi desviada em cerca de 20 minutos, na noite de quinta-feira (29).
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A Binance, apontada como a maior corretora de criptomoedas do mundo, retomou neste domingo (1º) os saques de bitcoin, ether e algumas stablecoins. A medida vem depois de um ataque hacker que resultou no roubo de cerca de US$ 6,3 bilhões em ativos digitais. Segundo a empresa, as demais criptomoedas serão liberadas de forma gradual.

Como foi a reposição dos ativos

De acordo com as informações divulgadas, a corretora já cobriu aproximadamente 95% do valor levado, o equivalente a cerca de US$ 6 bilhões. Um dia antes, no sábado (31), a empresa havia informado que a reposição chegava a 90%, conforme a Reuters, citada pelo UOL. Para recompor os ativos, a Binance usou recursos próprios na compra de tokens de substituição.

Os 5% restantes correspondem a moedas de menor liquidez, que podem levar mais tempo para ser encontradas nas quantidades necessárias. Segundo o Olhar Digital, o dinheiro veio do fundo de proteção a clientes SAFU, do fundo de seguro de operações futuras e do caixa da companhia. O SAFU tem reserva de US$ 1 bilhão em bitcoin e foi criado para situações de emergência, como violações de segurança.

A corretora também atuou com parceiros do setor para congelar parte dos ativos afetados. Até sexta-feira (30), cerca de US$ 3 bilhões haviam sido localizados por esse trabalho, segundo o Olhar Digital. Os valores em reais variam entre os veículos: o Olhar Digital cita R$ 33,8 bilhões para o total roubado, e o g1 aponta R$ 34,2 bilhões.

O ataque e a atribuição à Coreia do Norte

O roubo ocorreu na noite de quinta-feira (29), e a maior parte dos fundos foi desviada em cerca de 20 minutos. A TRM Labs, empresa de análise de blockchain, afirmou que os invasores miraram carteiras da Binance em 10 blockchains. Segundo a Binance, uma investigação inicial indicou que a violação pode ter começado em um laptop hackeado de um engenheiro, o que deu acesso a um dos sistemas. Em comunicado na sexta-feira, a empresa mencionou a identificação de pontos adicionais de violação e disse que ainda reúne os fatos.

No sábado, o FBI atribuiu o ataque ao TraderTraitor, grupo hacker patrocinado pelo Estado norte-coreano. Segundo o Olhar Digital, a agência diz ter identificado integrantes do grupo convertendo os ativos roubados em ether e espera que tentem lavar os recursos. TRM Labs e Chainalysis também ligaram o ataque à Coreia do Norte, apontando semelhanças com roubos anteriores, entre eles o da corretora Bybit, em 2025, que o FBI também atribuiu a Pyongyang.

Há, porém, uma posição diferente no governo americano. Segundo o Olhar Digital, Trump disse no sábado que os Estados Unidos ainda não tinham certeza sobre a participação norte-coreana e que o governo conversaria com Pyongyang caso ela se confirmasse. A Coreia do Norte nega há anos usar unidades cibernéticas estatais para espionagem e roubo. A missão do país em Genebra e a embaixada na China não responderam à Reuters.

O que muda na prática

Para quem tem criptomoedas na plataforma, a retomada começou pela primeira fase de liberação, que inclui 15 criptoativos, entre eles bitcoin, ether, XRP e dogecoin. Segundo o Olhar Digital, os saques de bitcoin voltaram pouco depois das 6h, no horário de Brasília, e BNB, USDT e USDC também foram liberados. Os demais ativos devem voltar em etapas, mas as fontes não informam datas para cada grupo.

A Binance afirmou que assumirá o impacto financeiro do ataque. As fontes não detalham quando os 5% restantes serão repostos, quais ativos faltam nem como a investigação, ainda em andamento, pode alterar o cenário.

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Perguntas frequentes

Quais criptomoedas já podem ser sacadas na Binance?

Segundo o Olhar Digital, a primeira fase inclui 15 criptoativos, entre eles bitcoin, ether, XRP, dogecoin, BNB, USDT e USDC. As demais serão liberadas gradualmente.

Quem foi apontado como responsável pelo ataque?

O FBI atribuiu o ataque ao TraderTraitor, grupo patrocinado pelo Estado norte-coreano. A Coreia do Norte nega usar unidades cibernéticas para roubos, e Trump disse não ter certeza sobre o envolvimento.

Fontes

Poder360Olhar Digitalg1UOL

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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