Deputado do PT de SP cria canal no WhatsApp para fiscalizar Tarcísio e Nunes
Antonio Donato se inspirou no canal de André Janones e lançou o grupo "Exército na cola do Tarcísio", com cerca de 2,9 mil seguidores.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Resumo rápido
- O deputado estadual Antonio Donato (PT-SP) criou no WhatsApp o canal "Exército na cola do Tarcísio", inspirado no "Exército do Lula", de André Janones.
- O grupo se propõe a fiscalizar e fazer oposição ao governador Tarcísio de Freitas e ao prefeito Ricardo Nunes.
- Segundo a Folha, o canal tinha 2.668 seguidores até sábado (31); o Poder360 contou 2.886 no domingo (1º).
- As fontes não trazem resposta de Tarcísio nem de Nunes.
O deputado estadual reeleito Antonio Donato (PT-SP) criou um canal no WhatsApp chamado "Exército na cola do Tarcísio". O objetivo é fazer oposição ao governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A iniciativa imita a de André Janones (Rede-MG), deputado federal responsável pelo canal "Exército do Lula". A informação foi publicada pelo Poder360 e pela Folha.
Segundo a descrição do grupo, o espaço serve para acompanhar as ações do governo paulista e denunciar o que Donato considera irregularidades na administração. O deputado adota nas mensagens o mesmo estilo de Janones, com chamadas de urgência e pedidos para que os seguidores façam os vídeos render o máximo de engajamento.
Como funciona o canal
Em uma das publicações citadas pela Folha, Donato pede que os seguidores curtam, comentem e compartilhem um vídeo que ele postou em suas redes. De acordo com o deputado, o material mostra Tarcísio se comportando como candidato à Presidência em 2030. Trata-se de uma afirmação do parlamentar, e as fontes não trazem resposta do governador.
O canal também mira a gestão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Em outra mensagem, Donato pede engajamento em um vídeo gravado em uma obra que, segundo ele, teria sido superfaturada e já apresentaria falhas diante das enchentes. As reportagens não detalham qual é a obra nem apresentam dados que confirmem a alegação.
Sobre a origem da ideia, Donato disse ao Painel, coluna da Folha, que ela surgiu do sucesso do "Exército do Lula". Para ele, hoje há milhões de pessoas que aprenderam a usar essa ferramenta. O deputado afirmou ainda que a meta é fortalecer a oposição a Tarcísio e a Nunes.
O tamanho do canal e a referência
Há diferença entre os números de seguidores divulgados, mas ela se explica pela data de cada contagem. A Folha informou que o canal tinha 2.668 seguidores até sábado (31). O Poder360 registrou 2.886 até a manhã de domingo (1º de novembro de 2026). Os veículos também grafam o nome de modo ligeiramente distinto: a Folha usa "na cola de Tarcísio", e o Poder360, "na cola do Tarcísio".
O canal usado como modelo, o "Exército do Lula", foi empregado para mobilizar apoiadores, distribuir conteúdo eleitoral e estimular o compartilhamento de publicações nas redes sociais. Segundo o Poder360, administrado por Janones, ele chegou a 10 milhões de seguidores no WhatsApp em 23 de outubro, dois dias antes do segundo turno da eleição presidencial. A Folha descreve Janones como o responsável por um êxito na condução da campanha do presidente Lula nas redes.
O que ainda não foi esclarecido
As reportagens não trazem manifestação de Tarcísio de Freitas, de Ricardo Nunes ou de seus partidos sobre o canal ou sobre as críticas feitas por Donato. Também não há informação sobre como o grupo pretende checar as denúncias que divulgar, nem sobre a frequência das postagens. A comparação entre o tamanho do novo canal e o do modelo que o inspirou mostra que o grupo de Donato ainda está no início e é bem menor que o de Janones.
Perguntas frequentes
Quantos seguidores tem o canal de Donato?
A Folha informou 2.668 seguidores até sábado (31), e o Poder360 registrou 2.886 na manhã de domingo (1º de novembro de 2026).
Qual é o objetivo do grupo?
Segundo a descrição do canal e o que Donato disse ao Painel, é fazer oposição e fiscalizar as gestões de Tarcísio de Freitas e de Ricardo Nunes.
Fontes
Poder360FolhaComentários
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