Flávio Bolsonaro entrou na Argentina de van e seguiu de voo particular, diz Migrações
Imagens de TV argentina mostram van em aeroporto de Puerto Iguazú. Senador do PL, mulher e filhas foram ao Equador e depois a Miami, segundo órgão argentino.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Resumo rápido
- Flávio Bolsonaro, a mulher e as filhas entraram na Argentina por Puerto Iguazú na noite de 27 de outubro.
- Segundo a Migrações argentina, a família seguiu em voo particular ao Equador e depois a Miami.
- Moraes havia determinado a retenção dos passaportes e proibido o senador de deixar o Brasil.
- A Polícia Federal apura como se deu a saída do senador do país.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a mulher, Fernanda, e as duas filhas do casal entraram na Argentina na noite de terça-feira (27 de outubro de 2026) por Puerto Iguazú, cidade na fronteira com o Brasil. A informação foi divulgada pela Direção Nacional de Migrações argentina e repercutida pelo Poder360 e pelo Metrópoles.
O trajeto e as imagens
Segundo o Poder360, imagens das emissoras argentinas C5N e TN mostram o momento em que uma van de placa brasileira chega ao aeroporto internacional de Puerto Iguazú. O veículo tinha um adesivo da empresa Iguaçu Dallas Travel Ltda. A bordo estavam o senador, a mulher e as filhas.
De acordo com a Direção Nacional de Migrações, a família não enfrentou impedimento legal para ingressar no território argentino. O órgão informou que eles embarcaram em um voo particular da empresa Baires Fly S.A. com destino ao Equador. De lá, segundo o relato, a família decolou para Miami, nos Estados Unidos.
O Metrópoles trouxe outro ângulo. De acordo com o site, agentes territoriais responsáveis pela segurança da fronteira, em Misiones, viram Flávio, Fernanda e as filhas Carolina e Luiza cruzarem a divisa em uma van na mesma noite. A informação teria sido repassada por um guarda aduaneiro a um funcionário da Secretaria de Segurança da província de Buenos Aires, governada por Axel Kicillof, do campo peronista e de oposição ao presidente Javier Milei. Ainda conforme os agentes, a Polícia de Segurança Aeroportuária também estava no local.
Decisão do STF e investigação
A viagem ocorreu dois dias após a derrota de Flávio para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Depois do pleito, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retenção dos passaportes comum e diplomático do senador e o proibiu de deixar o território brasileiro.
A decisão foi tomada no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que envolve Flávio e o advogado Willer Tomaz. Conforme o Poder360, o senador não entregou os documentos à Polícia Federal (PF), e os passaportes acabaram cancelados.
A PF apura as circunstâncias da saída de Flávio do país. O Poder360 informa que, no momento da publicação, a família estava em voo rumo aos Estados Unidos.
O que ainda não foi esclarecido
As fontes não detalham como o senador deixou o Brasil, uma vez que estava proibido de sair e com os passaportes cancelados. Também não explicam com quais documentos ele ingressou na Argentina nem trazem manifestação do senador ou de sua defesa sobre a viagem. As suspeitas que motivaram a decisão do STF fazem parte de uma investigação em andamento.
Perguntas frequentes
Por que Flávio Bolsonaro estava proibido de deixar o Brasil?
Após a eleição, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a retenção dos passaportes e vetou a saída do país, no contexto de investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Para onde a família seguiu depois da Argentina?
De acordo com a Direção Nacional de Migrações argentina, eles embarcaram em voo particular rumo ao Equador e, de lá, decolaram para Miami, nos Estados Unidos.
Fontes
Poder360MetrópolesComentários
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