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PF viu risco de fuga de Flávio Bolsonaro ao pedir a Moraes apreensão do passaporte

Manifestação da Polícia Federal cita Eduardo Bolsonaro, o advogado Willer Tomaz e recursos ligados a Daniel Vorcaro. Fontes divergem sobre a saída do senador do país.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
PF viu risco de fuga de Flávio Bolsonaro ao pedir a Moraes apreensão do passaporte
Foto ilustrativa · Foto: Rafaela Biazi / Unsplash · Fotos do Unsplash

Resumo rápido

  • A PF apontou risco concreto de fuga de Flávio Bolsonaro ao pedir a Moraes a apreensão do passaporte do senador.
  • O órgão citou a saída de Willer Tomaz do país, a estrutura de Eduardo Bolsonaro nos EUA e a apuração sobre recursos de Daniel Vorcaro.
  • Moraes mandou cancelar os passaportes nacionais de Flávio; o prazo de entrega terminou às 11h de terça (27).
  • A Folha relata, com base em aliados, que Flávio viajou aos EUA; o g1 diz que a PF apura se ele saiu do país.

A Polícia Federal (PF) indicou que havia risco concreto de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixar o país, em manifestação enviada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). No documento, o órgão pediu a apreensão do passaporte do parlamentar. Segundo a Folha, o pedido foi encaminhado no domingo (25), logo depois de Flávio ser derrotado pelo presidente Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Os argumentos da PF foram divulgados primeiro pelo g1 e depois confirmados pela Folha.

O que a PF apontou

De acordo com o g1, a avaliação da PF se apoiava em três elementos: uma manifestação pública de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, recomendando que ele saísse do Brasil; o poder econômico de Flávio; e a existência de estruturas no exterior capazes de sustentar uma permanência prolongada. Para os investigadores, a eventual saída poderia ser justificada com a alegação de perseguição política. A PF afirmou que esse argumento nunca foi demonstrado e que as condenações citadas passaram por órgão colegiado e respeitaram o devido processo legal.

A manifestação também menciona o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio e investigado com ele em inquérito sobre suspeitas de lavagem de dinheiro. Segundo a PF, Tomaz está fora do país desde 25 de agosto de 2026, provavelmente em Miami, sem registro de retorno, mesmo após Moraes ter proibido sua saída e cancelado seus passaportes. O g1 informa que ele deixou o Brasil depois de ser alvo da Operação Sem Desconto. A PF afirmou que ele tem recursos para ficar no exterior por tempo indeterminado, se quiser.

Eduardo Bolsonaro e os recursos de Vorcaro

A PF também afirmou que Eduardo Bolsonaro, descrito pelas duas publicações como ex-deputado ou deputado cassado, mantém nos Estados Unidos uma estrutura voltada à permanência de longa duração. Segundo o g1, ele vive no país desde fevereiro de 2025 e foi condenado por coação no curso do processo. O órgão cita ainda uma apuração sobre o destino de recursos enviados por Daniel Vorcaro, do Banco Master, aos Estados Unidos, que teriam financiado o filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro. Não se descarta que parte do dinheiro tenha custeado a estadia de Eduardo.

O g1 detalha que o doleiro Antônio Carlos Freixo Junior, o Mineiro, fez sete repasses ao filme por meio do fundo Havengate, controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo nos Estados Unidos. Freixo fechou delação premiada, homologada em setembro pelo ministro André Mendonça, do STF. A decisão de Moraes integra o processo que investiga a relação de Flávio com Willer Tomaz, em suposto esquema que envolveria empresas do advogado e apostas esportivas. O caso corre sob sigilo.

Decisão de Moraes e versão de Flávio

Segundo a Folha, Moraes determinou o cancelamento dos passaportes nacionais de Flávio e exigiu a entrega de documentos de outra nacionalidade. A intimação ocorreu na segunda-feira (26). O g1 informa que o senador não entregou o passaporte e que o prazo terminou às 11h de terça-feira (27).

Há diferença de ênfase entre as fontes sobre o paradeiro do senador. A Folha relata, com base em aliados, que Flávio viajou aos Estados Unidos na terça com a mulher e as duas filhas. O g1 diz que a PF apura se ele deixou o país apesar da proibição, o que indica que a saída não estava confirmada oficialmente.

Em vídeo publicado nas redes na segunda-feira, Flávio disse que a motivação do pedido seria uma declaração de Eduardo, feita na sexta-feira (23), de que ele deveria sair do Brasil se perdesse. O senador afirmou nunca ter dito isso e questionou se o tratamento seria o mesmo caso tivesse vencido. Ele disse ter sido intimado pela PF ao sair da casa do pai, em Brasília.

O que ainda falta esclarecer

As fontes não informam se Flávio já está fora do país, nem quais providências Moraes e a PF tomarão diante do prazo vencido sem entrega do passaporte. Também não há esclarecimento sobre o destino final dos recursos de Vorcaro, que, segundo a PF, continua sob apuração.

Perguntas frequentes

Flávio Bolsonaro saiu do Brasil?

A Folha informa, segundo aliados, que ele viajou aos Estados Unidos na terça (27) com a mulher e as duas filhas. O g1 diz que a PF apura se ele deixou o país apesar da proibição de Moraes.

Por que a PF pediu a apreensão do passaporte?

Segundo a PF, havia risco de fuga por três motivos: a recomendação pública de Eduardo Bolsonaro para que o irmão saísse do país, o poder econômico de Flávio e a existência de estruturas no exterior para uma permanência prolongada.

Fontes

Folhag1

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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