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Brasil teve 487 mil ataques DDoS no 1º semestre de 2026, aponta NETSCOUT

Número cresceu 3,56% sobre o semestre anterior. Telecomunicações sem fio lideram a lista de alvos, segundo relatório da empresa de segurança.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Brasil teve 487 mil ataques DDoS no 1º semestre de 2026, aponta NETSCOUT
Foto: Rsparks3 / Wikimedia Commons (CC0)

Resumo rápido

  • O Brasil teve 487.415 ataques DDoS no primeiro semestre de 2026, alta de 3,56% sobre o semestre anterior, segundo a NETSCOUT.
  • Telecomunicações sem fio foram o setor mais atingido, com 141.400 registros.
  • Ataques acima de 1 Tbps ou 1 Gpps cresceram 1.286% no período, de acordo com o relatório.
  • O método mais frequente no país foi o TCP ACK, com 138.626 ocorrências.
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O Brasil registrou 487.415 ataques de negação de serviço distribuído, conhecidos pela sigla DDoS, entre janeiro e junho de 2026. O dado consta em relatório da NETSCOUT e representa alta de 3,56% sobre o semestre anterior, quando foram contabilizadas 470.677 ocorrências.

No cenário global, a empresa contabilizou mais de 9,1 milhões de ataques no mesmo período. O levantamento também aponta avanço expressivo das investidas de alta capacidade, aquelas que ultrapassam 1 terabit por segundo (Tbps) ou 1 bilhão de pacotes por segundo (Gpps). Segundo a NETSCOUT, esse tipo de ataque cresceu 1.286% no primeiro semestre de 2026. As duas medidas indicam a intensidade da ofensiva: a primeira mostra o volume de dados transmitidos por segundo, e a segunda, a quantidade de pacotes enviados no mesmo intervalo.

Setores mais atingidos e métodos usados

O ataque DDoS ocorre quando vários dispositivos conectados à internet enviam, ao mesmo tempo, um grande volume de solicitações a um serviço, como um site ou aplicativo. A sobrecarga pode prejudicar o funcionamento ou tirar o serviço do ar.

No Brasil, as empresas de telecomunicações sem fio, sem contar os serviços via satélite, foram as mais atingidas, com 141.400 registros. Em seguida aparecem as empresas de infraestrutura de computação e hospedagem de sites, com 50.499 ocorrências, e as operadoras de telecomunicações com fio, com 27.967. O relatório também identificou ataques contra bancos comerciais, restaurantes e empresas de logística. A duração média dos ataques no país foi de 59,31 minutos.

Foram identificadas 24 combinações de métodos nos ataques registrados no Brasil. O mais frequente foi o TCP ACK, com 138.626 ocorrências, seguido pelo DNS Amplification, com 61.575. Também aparecem TCP SYN, com 37.481 registros, DNS, com 20.736, e TCP SYN/ACK Amplification, com 18.044. Esses nomes designam diferentes técnicas para enviar tráfego em excesso a redes e serviços.

O que dizem os especialistas e o que muda na prática

Hardik Modi, vice-presidente de Engenharia de Soluções DDoS e integrante da equipe de Inteligência de Ameaças ASERT da NETSCOUT, afirmou que o salto nos ataques acima de 1 Tbps ou 1 Gpps indica que incidentes de grande porte deixaram de ser exceção e passaram a ser rotina.

O relatório destaca ainda o uso de proxies residenciais, que direcionam o tráfego malicioso por conexões domésticas. Dessa forma, as solicitações podem parecer originadas de usuários comuns, o que dificulta a identificação da origem. Outra prática apontada é a de ataques de curta duração, oferecidos por plataformas que alugam serviços de DDoS sob demanda.

Segundo Modi, essas técnicas desafiam os sistemas tradicionais de proteção. Ele avalia que provedores de internet e organizações precisam adotar mecanismos capazes de identificar e bloquear o tráfego malicioso com mais precisão, sem afetar conexões legítimas, e defende maior capacidade de filtragem nas extremidades das redes.

As informações divulgadas não trazem orientações específicas para usuários comuns nem detalham possíveis impactos sobre serviços ou clientes de empresas atingidas. Também não foram informados, na matéria, os autores dos ataques ou a metodologia completa do levantamento.

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Perguntas frequentes

O que é um ataque DDoS?

É quando vários dispositivos conectados à internet enviam um grande volume de solicitações ao mesmo serviço, como um site ou aplicativo, o que pode dificultar seu funcionamento ou tirá-lo do ar.

Quanto durou, em média, cada ataque no Brasil?

A duração média foi de 59,31 minutos, segundo o relatório da NETSCOUT.

Fontes

Olhar Digital

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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