Filho do ex-presidente equatoriano Abdalá Bucaram é preso por suspeita de narcotráfico
Jacobo Bucaram foi detido em Guayaquil, e outras duas pessoas foram presas no Panamá. O governo diz que os cinco serão extraditados aos Estados Unidos.
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Resumo rápido
- Jacobo Bucaram Pulley, filho do ex-presidente equatoriano Abdalá Bucaram, foi preso em Guayaquil na quarta-feira (4).
- Outras quatro pessoas também foram presas, duas delas no Panamá, em operação regional com colaboração da DEA.
- Os cinco têm notificação vermelha da Interpol e são requeridos pelos Estados Unidos por supostos crimes de narcotráfico.
- Abdalá Bucaram atribuiu a prisão do filho a ódio político.
Jacobo Bucaram Pulley, filho do ex-presidente do Equador Abdalá Bucaram, foi preso nesta quarta-feira (4) sob suspeita de ligação com o narcotráfico. Ele foi detido em Guayaquil, a maior cidade do país, junto com outras duas pessoas. A prisão foi anunciada pelo ministro do Interior, John Reimberg.
Segundo o Metrópoles, a detenção foi feita pela Polícia Nacional. Em declaração citada pela reportagem, Reimberg afirmou que não há privilégios nem intocáveis e que quem tiver pendências com a Justiça terá de respondê-las. O ministro atribuiu a atuação das forças de segurança à liderança do presidente Daniel Noboa.
Operação conjunta e pedido de extradição
De acordo com o g1 e o UOL, a ação foi uma operação regional que teve a colaboração da DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos. Além dos três presos em Guayaquil, outras duas pessoas foram detidas no Panamá, o que totaliza cinco prisões.
Reimberg informou, em publicação na rede social X, que os cinco têm notificação vermelha da Interpol e são requeridos por autoridades americanas por supostos crimes ligados ao narcotráfico. Segundo o ministro, os detidos ficam à disposição das autoridades competentes nos processos de extradição para os Estados Unidos.
A notificação vermelha é um alerta que a Interpol faz circular entre os países-membros para pedir a localização e a detenção provisória de uma pessoa procurada, à espera de extradição ou de outra medida legal. Já a extradição é o procedimento pelo qual um país entrega uma pessoa a outro que a reivindica para julgamento ou cumprimento de pena.
Reação da família e histórico com os EUA
Abdalá Bucaram criticou as acusações contra o filho e atribuiu a prisão a motivações de ódio político, em mensagem publicada no X, conforme o g1. As fontes não trazem manifestação da defesa de Jacobo Bucaram nem de outros detidos.
O g1 lembra ainda que, em 2022, o governo dos Estados Unidos declarou Abdalá Bucaram, a mulher dele e três filhos do casal inelegíveis para entrar no país, por participação em atos significativos de corrupção. As reportagens não detalham se essa decisão tem relação com o caso atual. Abdalá Bucaram é uma figura conhecida da política equatoriana e já ocupou a Presidência da República.
O que ainda não foi esclarecido
As fontes não informam os nomes dos outros quatro presos nem quais crimes específicos são atribuídos a cada um. Também não há detalhes sobre as provas reunidas, sobre o prazo para o pedido de extradição ser analisado ou sobre a data em que os detidos poderiam ser enviados aos Estados Unidos.
O Metrópoles, o g1 e o UOL concordam sobre os pontos centrais: a prisão ocorreu na quarta-feira, os cinco alvos têm notificação vermelha da Interpol e serão submetidos a processos de extradição. O caso segue em andamento, e novas informações dependem de manifestações das autoridades equatorianas e americanas e dos advogados dos presos.
Perguntas frequentes
Por que Jacobo Bucaram foi preso?
Ele é suspeito de ligação com o narcotráfico e, segundo o ministro do Interior, é requerido por autoridades dos Estados Unidos por supostos crimes dessa natureza.
O que acontece agora com os presos?
Segundo o ministro John Reimberg, os cinco ficam à disposição das autoridades competentes nos processos de extradição para os Estados Unidos. As fontes não informam prazos.
Fontes
Metrópolesg1UOLComentários
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