CEO do Airbnb diz que dois perfis de profissionais terão dificuldade na era da IA
Brian Chesky afirma que gestores que só administram pessoas e trabalhadores resistentes a mudanças correm mais risco. Entenda o debate e o que ele indica sobre carreira e renda.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil

Resumo rápido
- Brian Chesky, CEO do Airbnb, diz que gestores que só administram pessoas e trabalhadores rígidos terão dificuldade na era da IA.
- Ele defende o modelo de gestor que também contribui tecnicamente e acompanha o produto de perto.
- Amodei, da Anthropic, e Suleyman, da Microsoft, fizeram previsões mais duras sobre o impacto da IA nos empregos.
- A reportagem não traz dados sobre salários, vagas ou prazos de impacto.
Brian Chesky, cofundador e CEO do Airbnb, plataforma de aluguel por temporada avaliada em US$ 103 bilhões, afirmou que dois perfis de profissionais terão dificuldade para atravessar a era da inteligência artificial (IA). Segundo a InfoMoney, ele os descreveu como os gestores que apenas administram pessoas e os trabalhadores rígidos, que não querem mudar nem evoluir. A declaração foi dada no podcast "Invest Like the Best", no início deste ano.
O que Chesky diz sobre gestores e trabalhadores
Para o executivo, o maior risco para os profissionais não está na tecnologia em si, mas na recusa em acompanhar sua evolução. Ele afirmou não acreditar que gestores dedicados somente a lidar com pessoas terão valor no futuro. Na visão dele, não basta ser quem conduz reuniões e conversas individuais ou funciona como apoio emocional da equipe.
Chesky defende que os líderes passem a atuar de forma mais técnica e próxima do produto final, o que chamou de gestor híbrido ou gestor-contribuidor. Isso significa participar ativamente do contexto do trabalho, e não apenas supervisionar. Ele deu como exemplo Jony Ive, ex-diretor de design da Apple, que teria encontrado equilíbrio entre liderança e envolvimento direto. O CEO ressalvou que manter relacionamento com a equipe, fazer encontros periódicos e até jantar com subordinados diretos continua importante, mas que o futuro será gerenciar pessoas por meio do trabalho.
Quanto aos demais funcionários, ele prevê dificuldades para quem acredita que pode escapar da nova tecnologia. Ainda assim, considera relativamente simples dominar as ferramentas, desde que haja uma mentalidade de crescimento, ou seja, disposição para aprender e se ajustar. A lógica é a mesma de outros líderes do setor: chatbots e agentes de IA não necessariamente tomarão empregos, mas quem souber usá-los pode ocupar o lugar de quem não souber.
Visões diferentes no setor de tecnologia
O tom de Chesky é mais otimista do que o de outros executivos citados pela reportagem. Dario Amodei, CEO da Anthropic, já alertou que a IA poderia afetar metade dos empregos de entrada em escritórios, embora tenha suavizado esse discurso neste ano. Mustafa Suleyman, chefe da área de IA da Microsoft, estimou que grande parte do trabalho profissional poderá ser substituída em um prazo de 12 a 18 meses. São projeções de executivos, e a matéria não traz dados que as comprovem.
Chesky também falou da IA como ferramenta de negócio. À CNBC, no início deste ano, disse que, do ponto de vista empresarial, a tecnologia é a melhor coisa que já aconteceu ao Airbnb. Segundo a reportagem, ele já descreveu a IA como necessidade, e não apenas vantagem competitiva, para a empresa.
O que isso indica para o bolso do trabalhador
A matéria não trata de salários, cortes de vagas, crédito ou investimentos. O que se pode extrair do debate, em termos práticos, é que a empregabilidade tende a depender da capacidade de aprender a usar novas ferramentas, segundo a avaliação do CEO do Airbnb. Como a renda de quem trabalha está ligada à manutenção e à evolução de suas funções, a atualização profissional aparece como o ponto central do argumento.
É preciso lembrar que se trata da opinião de um executivo cuja empresa se beneficia do uso de IA, e que as previsões do setor divergem bastante. Não há, nas fontes, estimativa de quantos empregos serão afetados nem de quando isso ocorreria. Também não está esclarecido como as empresas medirão o desempenho dos gestores híbridos descritos por Chesky.
Perguntas frequentes
Quais são os dois perfis que Chesky considera em risco?
Segundo a InfoMoney, são os gestores que apenas administram pessoas e os trabalhadores rígidos, que não querem mudar nem evoluir.
Que previsões outros executivos fizeram sobre a IA e o emprego?
Dario Amodei, da Anthropic, alertou que a IA poderia afetar metade dos empregos de entrada em escritórios, mas suavizou o discurso neste ano. Mustafa Suleyman, da Microsoft, estimou que grande parte do trabalho profissional poderá ser substituída em 12 a 18 meses.
Fontes
InfoMoneyComentários
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