Quinta-feira, 5 de novembro de 2026Atualizado às 17h30
O que está bombando no Brasil, em poucas linhas
Dólar R$ 5,49 ▲0,67%Euro R$ 6,17 ▲0,61%Ibovespa 166.436 ▼0,67%Bitcoin R$ 417.514 ▼4,54%Ethereum R$ 12.350 ▼6,27%
InícioMundo

Kremlin diz esperar que vitória democrata nos EUA não afete negociações sobre Ucrânia

Após as eleições de meio de mandato nos EUA, o governo russo afirmou contar com a continuidade da mediação de Donald Trump na guerra. Conversas devem recomeçar em Abu Dhabi.

Texto: Redação
Compartilhar
SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Kremlin diz esperar que vitória democrata nos EUA não afete negociações sobre Ucrânia
Foto: АнИгМа / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Resumo rápido

  • O Kremlin disse esperar que a vitória democrata nas eleições de meio de mandato dos EUA não afete as negociações sobre a Ucrânia.
  • Dmitri Peskov afirmou que a Rússia conta com a continuidade dos esforços de paz de Donald Trump.
  • Conversas entre russos e ucranianos devem recomeçar em Abu Dhabi na próxima semana, com mediação americana.
  • O novo Congresso assume em janeiro e poderá questionar o acordo de compra de diesel russo pelos EUA.
Publicidade

O resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, encerradas na terça-feira (3), colocou o governo da Rússia em alerta. De acordo com a Folha, a vitória da oposição democrata levou o Kremlin a declarar que espera que o desfecho das urnas não interfira nas negociações sobre a guerra na Ucrânia, mediadas pelo presidente americano, Donald Trump.

Nesta quarta-feira (4), o porta-voz de Vladimir Putin, Dmitri Peskov, disse que Moscou conta, com sinceridade, que Trump continue empenhado em seus esforços de paz. A informação consta em reportagem do jornalista Igor Gielow, publicada pelo jornal.

O contexto das negociações

Segundo a Folha, nos últimos meses Trump voltou a se aproximar da visão de Putin sobre o conflito, que inclui perdas territoriais e neutralidade para a Ucrânia. O jornal relata que o presidente americano voltou a questionar a legitimidade de Volodimir Zelenski e que os EUA reduziram a cobertura de satélite militar e os alertas antecipados fornecidos aos ucranianos.

O jornal afirma que essas movimentações tinham as eleições legislativas no horizonte. Com o preço dos combustíveis em alta por causa da guerra dos EUA no Irã, Trump teria buscado pressionar Kiev a não atacar o sistema energético russo, já que havia fechado um acordo de compra de diesel com Putin. O arranjo foi muito criticado em Kiev e na Europa e pode ser questionado pelo novo Congresso, que assume em janeiro. Zelenski manteve os ataques, e a venda do combustível aos EUA continuou, sem afetar de forma significativa os preços ou as intenções de voto, conforme a reportagem.

A Folha lembra ainda que, desde que voltou ao poder, no ano passado, Trump reverteu a oposição absoluta ao Kremlin que marcava a Casa Branca sob Joe Biden. Segundo o jornal, o esforço não trouxe resultados práticos, porque os russos mantiveram sua posição. Após a cúpula com Putin no Alasca, em agosto de 2025, que não produziu solução, Trump passou a criticar o líder russo. Com a guerra no Irã, os EUA se retiraram da mediação até que a questão do diesel ganhasse peso eleitoral.

O que vem a seguir

As conversas entre russos e ucranianos devem ser retomadas, sob tutela americana, em Abu Dhabi na próxima semana. De acordo com a Folha, não é possível prever como elas evoluirão com um Trump mais pressionado internamente a não ceder a Putin, e uma escalada de violência por parte de Moscou não pode ser descartada.

O jornal também descreve uma posição delicada para Zelenski, que não poderia celebrar abertamente a vitória democrata. Segundo a reportagem, ele corre o risco de ficar em segundo plano nas negociações e em uma eventual cúpula entre Trump, Putin e Xi Jinping, que pode ocorrer na China ainda neste mês. Até agora, o gesto público do ucraniano foi dar uma honraria de Estado a Melania Trump, por seu papel em esforços de paz. A reportagem acrescenta que, na semana passada, uma trégua atribuída pela Casa Branca a um pedido da primeira-dama permitiu a evacuação de civis.

As fontes não detalham quais mudanças concretas o novo Congresso poderia promover na política americana para a Ucrânia, nem se a cúpula na China está confirmada.

Publicidade

Perguntas frequentes

Quando as negociações entre Rússia e Ucrânia serão retomadas?

Segundo a Folha, as conversas devem recomeçar em Abu Dhabi na próxima semana, sob mediação dos Estados Unidos.

O que o Kremlin disse sobre as eleições americanas?

O porta-voz Dmitri Peskov afirmou, nesta quarta (4), que o governo russo conta com Trump mantendo seus esforços de paz após a vitória democrata.

Fontes

Folha

Comentários

Carregando…

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

Leia também