Rubio nega que EUA tenham facilitado saída de Flávio Bolsonaro, mas confirma aval de Trump
Secretário de Estado diz que o governo americano não participou dos arranjos da viagem do senador, que já tinha visto e foi autorizado a entrar nos EUA.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Resumo rápido
- Marco Rubio disse que os EUA não facilitaram nem participaram diretamente da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.
- Segundo Rubio, o senador já tinha visto e Trump decidiu permitir a entrada dele; Flávio chegou a Miami na quarta-feira (28).
- NYT e WSJ, segundo a Exame, relatam que Jason Miller ajudou a organizar o avião particular usado na viagem.
- Rubio e Mauro Vieira combinaram novo encontro antes da cúpula do G20, prevista para dezembro em Miami.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado (31) que o governo americano não facilitou a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. A declaração foi dada em entrevista coletiva em Atlanta, onde ocorreu a reunião de chanceleres do G20, grupo que reúne algumas das maiores economias do mundo.
Segundo Rubio, o senador já tinha um visto garantido, e o presidente Donald Trump decidiu permitir a entrada dele no país. O secretário disse que Washington não participou diretamente de nenhum dos arranjos para a saída de Flávio do território brasileiro. Ele acrescentou que Trump havia deixado claro que, se o senador chegasse a um ponto oficial de entrada, receberia um parole, que é uma autorização temporária para ingressar nos EUA.
A viagem e o contexto no Brasil
Flávio Bolsonaro desembarcou em Miami na quarta-feira (28), acompanhado da mulher e das filhas, segundo o Poder360. A viagem ocorreu depois da derrota dele para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. De acordo com a InfoMoney, o senador deixou o país depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a entrega de seus passaportes e proibiu sua saída, no âmbito de uma investigação. O g1 descreve a medida como a inclusão do passaporte em um pedido de apreensão feito pelo ministro. Flávio nega irregularidades e diz que saiu do Brasil por se considerar vítima de perseguição.
Na sexta-feira (30), o senador falou pela primeira vez de solo americano e disse que poderia voltar a disputar a Presidência antes de 2030.
Por outro lado, o The New York Times e o The Wall Street Journal publicaram, segundo a Exame, que Jason Miller, assessor de comunicação de Trump e aliado da família Bolsonaro, teria ajudado a organizar o avião particular usado na viagem. As fontes consultadas não trazem comentário de Miller sobre o assunto.
Relação bilateral, G20 e Irã
Rubio e o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, conversaram rapidamente em Atlanta e combinaram um novo encontro nas próximas semanas, antes da cúpula de líderes do G20, prevista para dezembro, em Miami. Uma autoridade brasileira disse à Reuters que o governo não pretende politizar o episódio, conforme a InfoMoney. A reunião de ministros terminou sem consenso, e o g1 informa que a guerra da Rússia contra a Ucrânia ofuscou o encontro. O secretário cancelou a foto oficial depois que cerca de um terço das delegações ameaçou não participar.
Na mesma entrevista, Rubio disse que Trump ainda não decidiu se retomará ações militares contra o Irã. Segundo ele, o presidente prefere uma solução diplomática, embora os EUA estejam preparados para agir. Negociadores iranianos se reuniram neste sábado com mediadores do Catar, em Doha, após mais de 12 horas de conversas em Teerã na sexta.
O que muda na prática para o leitor
As fontes não apontam efeito direto do episódio sobre crédito, impostos, preços ou investimentos no Brasil, e não trazem análises de mercado sobre o tema. O que há são fatos de natureza diplomática: a tensão recente entre Brasília e Washington e a reunião prevista entre os chanceleres antes da cúpula de dezembro. Também não foram detalhadas as condições de permanência de Flávio nos EUA nem os desdobramentos da investigação no STF. Quem acompanha o cenário econômico pode observar esses pontos, mas as fontes não indicam impacto concreto até agora.
Perguntas frequentes
O que é o parole citado por Rubio?
Segundo a InfoMoney, é uma autorização temporária para entrar nos Estados Unidos, que Trump teria dito que daria ao senador caso ele chegasse a um ponto oficial de entrada.
As fontes apontam impacto econômico do caso?
Não. As fontes tratam de aspectos diplomáticos e políticos e não citam efeitos sobre crédito, impostos, preços ou mercado.
Fontes
g1ExameInfoMoneyMetrópolesPoder360Comentários
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