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Vitória democrata nos EUA não deve aliviar pressão de Trump sobre o Brasil, dizem analistas

Com Congresso de maioria democrata a partir de 2027, Trump terá mais obstáculos internos, mas analistas veem pouca mudança em tarifas e na política externa.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Vitória democrata nos EUA não deve aliviar pressão de Trump sobre o Brasil, dizem analistas
Foto: TapTheForwardAssist / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Resumo rápido

  • Democratas venceram as midterms e controlarão Câmara e Senado dos EUA a partir de 3 de janeiro de 2027.
  • Analistas ouvidos pela BBC News Brasil dizem que tarifas, pressão sobre a China e a classificação de CV e PCC como terroristas devem continuar.
  • Segundo analistas da Folha, no médio prazo democratas podem pressionar por redução de tarifas, com audiências, investigações e mudanças legais.
  • Alasca e Mississippi ainda não tiveram o resultado definido.
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A vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, as chamadas midterms, deve dificultar a agenda interna do presidente Donald Trump, mas não deve mudar a postura da Casa Branca em relação ao Brasil. Essa é a avaliação de analistas ouvidos pela BBC News Brasil, em reportagem reproduzida pela Folha em 5 de novembro de 2026.

Segundo esses especialistas, a nova correlação de forças em Washington manterá as tarifas impostas por Trump aos produtores brasileiros. Também devem continuar as pressões para que o Brasil se afaste da China, parceiro comercial mais importante do país desde 2009, e se reaproxime da esfera de influência americana. O terceiro ponto é a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, o que, de acordo com a reportagem, abriu uma brecha para incursões militares dos EUA em território brasileiro.

O que dizem os analistas

O economista Otaviano Canuto, ex-vice-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e ex-diretor do Banco Mundial, afirma que um Congresso com mais democratas altera a capacidade de diálogo com o Itamaraty. Segundo ele, porém, os parlamentares não terão condições de mexer na política comercial, justamente a área de maior impacto na relação entre Washington e Brasília. Canuto, que também é professor na Universidade George Washington, prevê relação mais conflituosa entre Congresso e Casa Branca a partir do ano que vem. Para ele, isso significa mais pedidos de esclarecimento, entre eles sobre a presença de Flávio Bolsonaro na Flórida, e projetos contrários à agenda do Executivo, mas sem efeito sobre as tarifas. Ele ressalta que o Legislativo americano não interfere na política externa.

Lucas Leite, professor da Faap, tem avaliação parecida. Para ele, o governo Lula, recém-reeleito, tende a ganhar mais interlocução com o Congresso democrata, sobretudo em temas de afinidade, como o meio ambiente. Isso, contudo, não bastaria para alterar o modo como Trump conduz sua política externa.

Os números da apuração

Os dados disponíveis indicam que os democratas voltarão a controlar a Câmara dos Representantes e o Senado, embora alguns Estados ainda não tenham concluído a apuração. Há divergência entre as versões sobre a Câmara. A Folha, com dados até a manhã de quinta-feira, aponta 240 democratas contra 147 republicanos. A BBC News Brasil, em texto publicado antes, cita 237 contra 139. No Senado, as duas versões trazem 54 cadeiras democratas e 44 republicanas.

Falta definir o resultado no Mississippi e no Alasca. No Alasca, a democrata Mary Peltola disputa voto a voto com o republicano Dan Sullivan. A BBC informou 77% das seções apuradas na noite de quarta-feira, e a Folha, 78% até quinta, com vantagem de 625 votos para Peltola nas duas versões.

A nova composição passa a valer em 3 de janeiro de 2027. Hoje, os republicanos têm 53 cadeiras no Senado, contra 49 dos democratas, e 220 na Câmara, contra 215. Segundo a reportagem, essa maioria permitia a Trump governar sem grandes constrangimentos políticos.

O que muda na prática

Outra reportagem da Folha, com analistas consultados pelo jornal, traz um cenário um pouco distinto. No curto prazo, a vitória democrata não afeta as tarifas americanas sobre o Brasil. No médio prazo, porém, os democratas poderiam reduzir a autonomia de Trump na política comercial e pressionar por cortes de tarifas, usando audiências, investigações e mudanças na legislação.

As fontes não detalham valores das tarifas, setores brasileiros mais atingidos nem datas para eventuais mudanças. Também não está esclarecido como ficará o resultado final no Alasca e no Mississippi, o que depende da conclusão da apuração.

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Perguntas frequentes

As tarifas de Trump sobre o Brasil devem mudar com a vitória democrata?

Para analistas ouvidos pela BBC News Brasil, não. Analistas da Folha dizem que não há efeito no curto prazo, mas que os democratas poderiam pressionar por reduções no médio prazo.

Quando o novo Congresso dos EUA assume?

A nova composição passa a valer em 3 de janeiro de 2027, segundo a reportagem.

Fontes

FolhaBBC News Brasil

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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